Marca

Marca

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Sinopse


A história da caatinga não pode ser contada a partir de um enfoque maniqueísta, que divida os protagonistas entre mocinhos e vilões. A brutalidade dos bandos de cangaceiros que assolavam os sertões do Nordeste só encontrava equivalência na truculência das forças policiais que lhes davam combate – e na profunda injustiça social dos latifúndios que lhes serviam de pano de fundo. Os papéis cambiantes de vítima e algoz, sofredor e assassino, confundem-se em um quadro de contornos pouco nítidos, necessariamente ambíguos. Em um cenário no qual se julgava que a honra ultrajada devesse ser lavada com sangue, em que a valentia era, por vezes, o único meio de sobrevivência, não havia espaço para distinguir bem e mal, certo e errado, crime e castigo. Aos olhos contemporâneos e urbanos, isso talvez cause perturbação e espanto. Mas, ao mergulharmos no turbilhão de significados complexos dos dramas sertanejos, não faz sentido perguntar, por exemplo, se Lampião foi bandido ou herói, se Padre Cícero era santo ou impostor. O mesmo vale para a trajetória de Marca, a protagonista desta narrativa de Robério Santos. Deus e o Diabo andavam juntos – e de mãos dadas – na terra do sol.

Narrador

Roberio Barreto

Outros Títulos

Roberio Barreto

ROBÉRIO SANTOS é sergipano de Itabaiana, nascido a 20 de fevereiro de 1981. É autor de “O vendedor de sereias”, 2011; “Joãozinho Retratista”, 2011; “O livro branco da fotografia”, 2012; “Lampião e Volta Seca em Itabaiana”, 2013; “Álbum de Itabaiana”, 2013, este em parceria com o renomado escritor Vladimir de Souza Carvalho; “Zeca Mesquita – o visionário”, 2014; “O cangaço em Itabaiana Grande”, 2015; “Álbum de Itabaiana 2”, 2015; “Fotoclube Itabaiana”, 2015; “Maniçoba”, 2015; “A morte de Euclides Paes Mendonça”, 2015, em parceria com a Academia Itabaianense de Letras; “As quatro vidas de Volta Seca”, 2017; “Itabaiana de minha infância”, 2017, também uma parceria com a AIL; “Álbum do cangaço 1, 2, 3, 4 e 5”, 2018, e, em 2019, “Zé Baiano”, que chega, em 2020, a sua segunda edição. Marca é, portanto, o 20º livro deste também fotógrafo, professor de letras, jornalista, cineasta e membro da Academia Itabaianense de Letras (AIL), ocupando a cadeira 15, cujo patrono é João Teixeira Lobo (o Joãozinho Retratista). Atualmente apresenta o programa O Cangaço na Literatura, no YouTube.